Suas mãos contra os azulejos

Suspiro! Me falta o ar!
E meto, te meto, te meto muito.
Você não se importa, as mãos ocupadas apertando o lençol da cama.

A calcinha que você deixou ao lado da cama já havia te entregado – você queria meter também.
Às vezes a boca apenas ficava aberta, sem som algum, mas sua mente gritava, sua alma gemia, e seu corpo rebolava enquanto eu te preenchia.
Quando havia som, era um misto de dor e prazer.
Foi você quem me ensinou que o feminino de dor é dar. Você era dar, mesmo que houvesse dor – existindo ou não, o amor.

Por isso, enquanto eu te pegava por trás, você apoiava a mão em meu peito como se quisesse me empurrar para longe: mas você não empurrava. A dor fazia parte do prazer.
Te sufoco, eu suspiro, me falta ar, te respiro.
Continua – ela diz.
Mais forte – eu faço.

A temperatura sobe demais. Lá fora não chove, mas a cama anda ensopada. É do chuveiro que lembro como desculpa para diminuir o calor do corpo, ou só mais um motivo para meter de novo – ninguém se importa.
Nossa dança persiste. Você de quatro, cabelos sem espuma, tudo lá embaixo escorregadio, mesmo que não estivesse nada ensaboado.

Uso seus cabelos como apoio para meter com mais força, puxo sua cabeça de lado e brota um beijo molhado – quero um pedaço. Lábios contorcidos, marcas de mordidas para todo lado, o chuveiro pinga, enquanto ela jorra.

Suas mãos contra os azulejos, a velocidade aumenta, o ar escapa, o lado de dentro explode, tudo lá embaixo continua quente, agora mais molhado.

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SOBRE O AUTOR

Todo amor nasce de uma necessidade, e foi por uma necessidade que surgiu o perfil no Instagram @meninajoguese.

O Poeta Selvagem Érico Renato Almeida é Auditor Fiscal da Receita do Estado do Paraná e escreve crônicas poéticas que desconstrói a forma de pensar sobre relacionamentos, além de vídeos para o Youtube e Lives semanais.

O perfil cresce a cada dia com mulheres que encontram seu valor e acrescentam cada vez mais loucura e autoestima em suas vidas.
Portanto, hoje eu tô selvagem e a selvageria já vai começar.

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