Você não sente mais fome

Existem situações que nem as palavras podem alcançar, para algumas dessas usamos a fé. Mas “fé” é uma palavra santa demais para o que eu sinto. O que eu sinto mesmo é tesão. Sinto fome, e a carne que desejo é a sua. Te procuro pelos cômodos da casa salivando por consumir sua pele e seu cheiro. A parte boa de nossa intimidade é que já sabemos o que o outro quer, aquela vontade velada de trepar dita apenas pelo jeito de olhar: olhos cerrados e profundos. Aliás, profundo é uma boa palavra. Eu quero meter fundo em você.

Não sei se é o cheiro de sexo que você exala, mas quando a vontade bate, fica fácil achar seu caminho. Te encontro na cozinha, e apesar de me notar, você finge indiferença para que a conquista funcione. Você não quer dar por dar, você quer se sentir desejada, possuída, você prefere que eu te cace,como se fosse nosso primeiro dia.

Aproximo-me faceiro, um sorriso teimoso no rosto, com meu membro latejando de ansiedade. Te pego por trás, agarrando firme seus seios, e sem espanto fingido, você também estava me esperando. Empinando a bunda, você quer me provocar e sentir o que esconde por baixo das calças. Puxo seus cabelos para trás, de uma só vez, um torção sem aviso, encho minha mão pela base da sua nuca com uma pressão suficiente para você entender que eu estou no domínio.
Não existe recusas, apenas olhos fechados, exibindo o pescoço nu e suado, o local por onde começo. As mordidas te alertam o que está por vir.

Minha mão vagueia um caminho que já fiz antes, mas que sempre me revela novos segredos. Seu corpo é um mistério que não me canso de desvendar. Arranho seu
dorso, contorno seu quadril, aperto sua bunda teimosa, belisco suas coxas abrindo passagem entre suas pernas.

Ela é molhada e suculenta.

Afasto sua calcinha, preciso de mais espaço. Meu zíper é um empecilho que logo resolvo. Desato para fora aquilo que irá nos conectar, agora cheio de veias. E te penetro, e te puxo, com força, eu te possuo, eu te venero. Quero ir mais fundo, abro suas bandas. Você me empurra de costas, quer
me engolir sem deixar sobras. Você explode, sinto pela forma como seu corpo fica mole. Eu também me recolho. Eu te cacei, mas você também não sente mais fome.

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SOBRE O AUTOR

Todo amor nasce de uma necessidade, e foi por uma necessidade que surgiu o perfil no Instagram @meninajoguese.

O Poeta Selvagem Érico Renato Almeida é Auditor Fiscal da Receita do Estado do Paraná e escreve crônicas poéticas que desconstrói a forma de pensar sobre relacionamentos, além de vídeos para o Youtube e Lives semanais.

O perfil cresce a cada dia com mulheres que encontram seu valor e acrescentam cada vez mais loucura e autoestima em suas vidas.
Portanto, hoje eu tô selvagem e a selvageria já vai começar.

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